Blog de intimidades de uma garota de programa… para relacionamento sério.

Amante Profissional

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Notícia do momento: o meu livro, «Alugo o Meu Corpo», publicado em Portugal pela Dom Quixote em 2007, chegou ao Brasil pela Editora Planeta. COMPRE AQUI.



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August 19th, 2008 at 9:25 pm

Depois da trabalheira, quase tudo pronto

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Olha, foi uma trabalheira, mas está quase tudo pronto.

“Mudou a cama de lugar de novo, Paula Lee?”, sempre me pergunta alguém porque já sabe que, quando eu falo em mudanças, mudo também a posição dos móveis da casa. “Claaaaaro, né?” Depois eu reclamo que estou “descadeirada” ou com “problema de junta” (junta tudo e joga fora), mas não resisto… Quando falo em fazer mudanças, se não mudo também o lugar dos móveis da casa é como se eu não tivesse feito mudança alguma.

“Mas Paula Lee, eu já estive contigo com a cama nos quatro cantos diferentes, o que você fez com a cama agora, pendurou no tecto?” “Quase fiz isso, mas não, coloquei mais próxima da parede, mas não tão próxima assim, sabe como é, os vizinhos…”

“Você já podia fazer esse esforço todo?” “Bom, isso eu não sei, afinal eu não perguntei ao médico se depois do tratamento eu já podia ficar carregando móveis nas costas, mas acho que sim… Estava pensando aqui comigo… Acho que vou pedir um emprego numa loja de móveis, ir lá trabalhar carregando móveis, afinal eu já faço isso quase toda semana, risos, talvez não seja tão difícil o quanto penso…”

Mas pronto, depois de muito trabalho o quarto ficou linduxo. Quase morri com o vaporizador, imagina só, depois de carregar móveis e de ficar fazendo limpeza, com esse “calorão” eu ainda cismei de passar o vaporizador no quarto, mas não adianta, se não passo o vaporizador para mim é o mesmo que não ter limpado o quarto… Mas ó, quase morri, ainda mais que não sou muito fã do calor.

Agora ainda tenho algum trabalho para fazer, mas é aqui na web. Depois vou tomar um banho, cair na cama e levantar amanhã bem cedo para acabar de resolver outras coisas.

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    August 19th, 2008 at 4:56 pm

    Amanhã…

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    Amanhã tudo começa de novo. Passei o dia inteiro preparando as coisas, mas ainda há muito para ser feito.

    Acho que agora só mais tarde vou poder actualizar o blog, preciso deixar as coisas arrumadas primeiro.

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      August 18th, 2008 at 5:21 pm

      Para quem me perguntou - Parte 2

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      2- Livros: Quantos livros eu li nesse tempo todo em que estive adoentada? Aproveitei para ler vários livros? Meus amigos, vocês não entenderam, eu estive mesmo muito mal. Tão mal que nem ler eu conseguia. Por causa da dor e, quando não era por causa da dor, porque os problemas na cabeça não deixavam que eu ficasse concentrada. Até tentei ler um pouquinho, mas de repente eu me pegava sem saber onde estava na história, via que tinha o livro aberto nas mãos, mas não sabia o que estava fazendo, dado que lendo eu não estava. É como se eu tivesse saído do corpo. Como eu actualizava o blog? Eu consigo digitar de olhos fechados, depois era só abrir os olhos de vez em quando para ver se tinha errado alguma coisa. Actualizar o blog era mais fácil que ler, porque não precisava da minha concentração ou do meu raciocínio, bastava digitar o que estivesse na cabeça, e as minhas mãos, no teclado, caminham sozinhas, é como se eu falasse através das pontas dos dedos. Só nos últimos 4 dias que, enfim, retomei as minhas leituras.

      3- Minha prioridade agora? Organizar a agenda. (Eu nunca vi mulher para gostar de organizar agenda assim como eu.)

      4- Público: O meu leitor-amigo que me contou da citação no Público me mandou um print da página, obrigadíssima, querido. Sobre o que foi? Foi mesmo uma parte daquele post sobre o assalto (o sequestro no BES) que publiquei. Era um post que inclusive pretendia continuar, havia ainda mais reflexões inacabadas, mas justamente porque se falava tanto no assunto em tudo quanto é lado que deixei de acabá-lo. A questão é que sei lá… Sabe, as pessoas podem ser o que forem, mas elas têm família. Mas, apesar de ser um texto inacabado, em que eu ainda não tinha expressado todas as minhas opiniões sobre o assunto… foi bom sim, ver citado na imprensa um post meu que, afinal, nem era sobre sexo.

      5- TV: Sobre aquela “cena” para a tv que gravei bem antes de ter entrado de férias? Não sei quando vai passar não, não perguntei. A única coisa que sei, segundo as minhas “fontes”, é que estarei eu, uma amiga, e uma outra colega, uma loira. Não estou dando detalhes porque acho que não posso dar. Se não passar agora em Agosto, deve passar então em Setembro, não sei. Não vi o trabalho depois da montagem, e eu espero que eles tenham colocado nessa montagem uma coisa que ficou muito legal. Não sei se vão colocar, afinal o espaço é curto - apesar de ter me custado horas e mais horas gravando - e também tem outras entrevistadas especiais. Mas se colocarem isso que eu achei que ficou legal, vocês vão me ver fazendo uma coisa que nunca me viram fazer: trabalhando!

      6- Uma novidade em segredo: Essa ninguém me perguntou - até porque quase ninguém sabe - mas estou adicionando aqui para não ter que abrir outro post. É apenas para registar, não exactamente ainda para contar, risos. Aceitei participar de um projecto no mês passado. Sim, no mês passado estava doente, mas, ainda assim, consegui dar a minha pequena contribuição nesse projecto. Segundo sei, é algo que será de conhecimento público em Outubro. Então, na altura certa, divulgo aqui.

      P.S.: Já actualizei esse post com a lista de livrarias que vendem o livro Alugo o meu Corpo no Brasil.

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        August 18th, 2008 at 4:40 pm

        Para quem me perguntou

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        Nesse e nos próximos posts estarei respondendo algumas perguntas feitas por e-mail nas últimas semanas (até porque acabo tendo tanto assunto que corro o risco de esquecer de respondê-las):

        1- Sobre as mudanças: Eu disse que ia fazer várias mudanças, não disse? Pois é, o meu «Chega» foi muito bom para pensar e repensar, analisar o que estava certo ou errado, descansar o que tivesse que descansar, e, claro, colocar as coisas em prática.

        Dessa vez precisei sim, de isolamento para pensar. O tempo de isolamento foi maior porque, como contei, fiquei doente. Coisas físicas, outras psicológicas, como o stress. Aliás, a parte física teve razões psicológicas, o meu corpo só se manifestou adoentado porque ele queria me obrigar a dar uma pausa, a reflectir sobre as coisas, a descartar aquelas que não tinham importância, a superar algumas feridas, etc. O meu corpo só estava me protegendo de mim.

        Agora sim, me sinto revigorada.

        Foi preciso esse tempo todo? Foi, e eu não poderia dar o melhor ao outro enquanto eu não estivesse 100% de bem comigo, então me isolei.

        Sei que pelo menos uns três ficaram chateados comigo, porque queriam saber o que se passava, e eu, quando não falava, muitas vezes dava respostas rápidas, que podiam nem ser as respostas verdadeiras, mas apenas uma resposta que viesse rápida e acabasse com o assunto, como se quisesse dizer “não vamos falar sobre isso, não estou pronta para falar sobre isso”. Houve quem, talvez por preocupação, tenha insistido na resposta, entretanto era uma resposta que eu não estava pronta para dar, por isso era preferível mentir do que falar em algo que eu ainda não tinha concluído. Sei que queriam apenas que eu desabafasse, e que não foi esta a intenção, mas me senti pressionada. Pressionada, digo, mais por mim mesma do que pelos outros, porque eu precisava dar uma resposta que, sobretudo, nem eu ainda tinha. Como ainda não tinha uma resposta para mim, não tinha também uma resposta para dar para ninguém. Tudo o que precisava era de tempo.

        Não, não sou de criar ilusões ou de ficar vendo as coisas cor-de-rosa. Sei quem torceu por mim, quem esperou que eu me levantasse, e quem torceu para que eu não me levantasse nunca mais. Felizmente, o número de pessoas que torcem pelo meu bem é muito maior, fazendo com que as outras sejam insignificantes (morram de inveja, risos). Sei de quem me deu apoio, sei sobretudo de muitos que ficaram em silêncio inclusive como forma de me dar apoio, porque sabiam que tudo o que eu precisava era justamente isso, tempo e silêncio.

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          August 18th, 2008 at 3:38 am

          Medos, crises e metáforas - Parte 22 - Inteligência x Esperteza

          Publicado na categoria: Uncategorized

          « Parte 21

          Houve quem dissesse que os relatos que eu fazia no blog não deveriam ser verídicos porque, tendo um número de telefone exposto, eu teria que ser falsa ao falar dos meus clientes, dado que, se não falasse bem deles, perderia clientes. Vou dizer um palavrão que, separado, parecerá maior ainda: Ca-ra-lho! É, só me resta dizer isso, ca-ra-lho, não me intimido nada em dizer um palavrão, e salve o sexphone que me ensinou a libertar as palavras ao invés de sufocá-las.

          Nunca escondi o lado podre da actividade. Nunca escondi nem mesmo que comecei em bordel, quando poderia chegar na internet já me dizendo “acompanhante de luxo”. Comecei humildemente na web, as pessoas não me conheciam e eu me dava a conhecer aos poucos, não cheguei já impondo quem eu era e “ai-meu-deus-eu-sou-a-rainha-da-cocada-preta”. Aliás, quanto a isso eu sempre deixei bem claro aqui: respeito a todas as meninas da actividade da mesma forma; aquela que cobra 20 para mim não é pior que aquela que cobra 200 ou 2000, aliás, para mim nesse aspecto ninguém é melhor ou pior, nem eu sou melhor ou pior que alguém.

          Nem estou aqui, no meu blog pessoal, para “vender o meu peixe”. Se fosse para vender o meu peixe, eu saberia exactamente como fazê-lo, e te juro que não o faria dessa forma. Não sou uma pessoa esperta, nunca fui, mas sempre fui razoavelmente inteligente, assim me considero, apesar de as pessoas mais próximas e os testes de QI dizerem que gosto de me diminuir por pensar isso de mim, mas é o que penso. E há, na verdade, uma grande distância entre uma pessoa ser inteligente ou razoavelmente inteligente e ser esperta. Explico por exemplo comparando com atitudes na actividade. Exemplos:

          a.1) Uma garota esperta não perderia a oportunidade de ter muitos clientes fazendo relações sem preservativo;
          a.2) Uma garota inteligente sabe que se fizer relações sem preservativo terá um retorno muito maior, mas não será capaz de fazê-lo, nem por todo o dinheiro do mundo, porque não seria inteligente arriscar a sua vida.

          b.1) A esperta, e nesse caso estou falando das espertas de má índole - confesso que conheço bem poucas espertas que tenham boa índole - não pensará duas vezes, não resistirá se sentir que há uma oportunidade de “se dar bem” com menos esforço e no menor espaço de tempo. E para ela vale tudo, até colocar a mãe na jogada se for necessário. Para essa “esperta” não há limites, ela usa e manipula quem estiver no seu caminho. Ela nem olha para os lados, sai pisando e atropelando todo mundo;
          b.2) A inteligente tem experiência de vida. Sabe que seria muito fácil achar que essa “esperta”, uma hora, ia se dar mal. Mas na verdade nem sempre é assim. Muitas vezes as “espertas” demoram muito tempo a se dar mal. Muitos homens, inclusive, adoram as espertas, e fogem das honestas. A inteligente sabe muito bem disso: sabe que um homem pode ser usado, maltratado, explorado por uma mulher… e gostar disso. Ele no fundo - mas bem lá no fundo mesmo, e raramente se questiona quanto a isso - sabe estar sendo usado, maltratado, explorado, mas tudo isso alimenta a sua ilusão, e ele prefere a ilusão do que a realidade. O homem - e quando digo “o homem” espero que compreendam que estou dizendo “muitos homens” e não “todos os homens”, não sou de generalizar - confunde muito a noção do que está ganhando e perdendo, principalmente porque ele é frágil quanto ao sexo. A única coisa que vai fazer com que ele realmente caia na real e se afaste da “esperta” será quando, na verdade, ele já não tiver mais nenhuma utilidade para ela. Quando ela já tiver dado o seu golpe final. A inteligente raciocina, e pensa que, afinal, só se fode sendo tão honesta. Raciocina que, afinal, ela poderia ser “esperta” também. Todavia é algo que lhe foge porque não faz parte da sua índole, da sua essência. A inteligente passa a vida inteira a se chamar de burra. Burra, burra, burra!, ela repete a si mesma várias vezes ao dia, ou pelo menos nessas horas em que ela vê que só se fode sendo tão honesta. Ela sabe como as coisas funcionam, como ela obteria maior retorno, mas passa a vida assim, a se chamar de burra, porque afinal não consegue ser de outro modo. Ela prefere ter que fazer mais e em mais tempo, mas não somente por escolha própria, mas porque, simplesmente, não consegue mesmo ser de outro modo. A inteligente gosta de dormir tranquila quando coloca a cabeça no travesseiro.

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